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Entender o tratamento

Risco cardiovascular

Risco cardiovascular é a chance estimada de você ter um infarto ou um AVC nos próximos 10 anos. Para calcular esse número, precisamos da sua idade, da sua pressão, do seu colesterol, e saber se você tem diabetes e se fuma. Ele serve para duas coisas: mostrar onde vale a pena mudar hábitos e definir a intensidade do tratamento. Quanto maior o risco, mais baixas ficam as metas, por um motivo só: ganhar anos de vida livres de doença cardiovascular.

Atualizado em 19 de setembro de 2026 · Próxima revisão em setembro de 2028

Quer ver só o que interessa?

O que é risco

O que quer dizer risco?#

Risco em cardiologia pode ser entendido como a probabilidade de que uma doença ou um evento clínico aconteça em um determinado tempo.

A previsão do tempo ajuda a enxergar isso. Trinta por cento de chance de chuva hoje à tarde e 30% ao longo da semana são situações diferentes. O número é o mesmo, o prazo muda tudo.

Com o coração vale a mesma regra. Cinco por cento em 10 anos e 5% em 30 anos pedem condutas diferentes.

Risco cardiovascular

De onde veio essa ideia?#

A ideia de estimar risco antes de a doença aparecer tem pouco mais de 60 anos. Até meados do século passado, infarto era entendido como consequência natural de envelhecer. Não se procurava nada antes.

Um estudo iniciado em 1948 na cidade de Framingham, nos Estados Unidos, mudou esse quadro. Ele acompanhou milhares de moradores saudáveis por décadas, para ver quem adoecia e o que essas pessoas tinham em comum. A expressão fator de risco aparece num artigo de 1961.

Quais são os fatores que predominam?#

São dados que qualquer consulta já deveria ter:

  • Idade e sexo
  • Pressão arterial, e se você já toma remédio para pressão
  • Colesterol total e HDL, e se você já toma medicamento para colesterol
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Função do rim, pela taxa de filtração estimada no exame de sangue

Nenhuma imagem, nenhum teste genético. Uma consulta e o exame de sangue comum bastam.

Qual calculadora eu uso?#

Uso a PREVENT, publicada pela American Heart Association em 2024 e construída com dados de 6,6 milhões de adultos. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 a adotou como ferramenta preferencial para adultos de 30 a 79 anos sem doença cardiovascular conhecida.

A calculadora é pública e está no site da American Heart Association.

A diretriz usa a PREVENT para estimar os eventos causados por aterosclerose, o acúmulo de gordura na parede das artérias. Na prática, infarto e AVC.

Agora, além de estimar o risco para 10 anos, ela também gera uma estimativa para os próximos 30 anos.

O número de 30 anos chama a atenção dos jovens para a mudança de rota. Aos 35 anos, quase todo mundo tem risco baixo em 10 anos, mesmo com pressão e colesterol altos. Dez anos é pouco tempo. O prazo de 30 anos mostra o efeito desses mesmos valores ao longo de uma vida, e justifica começar a modificar os fatores de risco desde cedo. Quem começa cedo passa menos anos exposto a eles.

As faixas de risco

Quais são as faixas?#

As cinco faixas de riscoAs cinco faixas de risco e a meta de colesterol LDL de cada uma. Risco baixo, menos de 5% em 10 anos, meta de LDL abaixo de 115. Intermediário, de 5% a menos de 20% em 10 anos, meta abaixo de 100. Alto, 20% ou mais, ou placa vista em exame, meta abaixo de 70. Muito alto, obstrução de 50% ou mais em alguma artéria, ou evento anterior, meta abaixo de 50. Extremo, mais de um evento, meta abaixo de 40. Quanto mais alta a faixa, mais baixa a meta.As cinco faixas de riscoCada faixa vem com uma meta de colesterol LDLFAIXAO QUE COLOCA VOCÊ NELAMETABaixoMenos de 5% em 10 anosLDL abaixo de 115IntermediárioDe 5% a menos de 20% em 10 anosLDL abaixo de 100Alto20% ou mais, ou placa vista em exameLDL abaixo de 70Muito altoObstrução de 50% ou mais, ou evento anteriorLDL abaixo de 50ExtremoMais de um eventoLDL abaixo de 40Quanto mais alta a faixa, mais baixa a meta.As duas últimas dispensam a calculadora: ali o evento já aconteceu, e o fato vale mais que a estimativa.Faixas e metas: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025.A meta de LDL vem em miligramas por decilitro.No diabetes a classificação tem critérios próprios. Esta figura não substitui a avaliação individual.
As cinco faixas e a meta de colesterol LDL de cada uma. Quanto mais alta a faixa, mais baixa a meta.

São cinco. A diretriz brasileira as define assim:

  • Baixo: menos de 5% em 10 anos, sem fatores agravantes e sem diabetes
  • Intermediário: de 5 a menos de 20% em 10 anos
  • Alto: 20% ou mais em 10 anos, ou aterosclerose encontrada em exame de imagem, ou colesterol LDL igual ou acima de 190
  • Muito alto: quem já tem obstrução de 50% ou mais em alguma artéria, ou já teve um evento
  • Extremo: quem já teve mais de um evento, ou um evento e pelo menos duas condições de alto risco

No diabetes a classificação é própria. Ela leva em conta idade, tempo de doença e sinais de lesão em outros órgãos.

As duas faixas mais altas dispensam a calculadora. Quem já teve um evento tem o fato na mão, e a estimativa perde a função.

Para que serve saber a faixa?#

A faixa define a meta do seu colesterol LDL, aquele que o exame costuma marcar como colesterol ruim. Cada faixa tem um alvo, em miligramas por decilitro:

  • Risco baixo: LDL abaixo de 115
  • Risco intermediário: abaixo de 100
  • Risco alto: abaixo de 70
  • Risco muito alto: abaixo de 50
  • Risco extremo: abaixo de 40
O que desloca a sua faixa

O que são fatores agravantes?#

Fatores agravantes do risco cardiovascularOs fatores agravantes que a calculadora de risco não pergunta, reunidos em cinco grupos. História familiar: pai, mãe ou irmão com infarto ou AVC antes dos 55 anos se homem, ou dos 65 se mulher. Peso e metabolismo: obesidade, síndrome metabólica e gordura no fígado. Inflamação crônica: artrite reumatoide, psoríase, lúpus, doença inflamatória intestinal e HIV. Transplante de qualquer órgão. Lipoproteína(a), um tipo de colesterol de origem genética medido uma vez na vida. Proteína C reativa ultrassensível, que sobe em qualquer estado inflamatório ou infeccioso e por isso precisa ser repetida depois de uma infecção. Em uma faixa à parte, os fatores agravantes relacionados às mulheres: pré-eclâmpsia, hipertensão ou diabetes na gestação, parto prematuro, restrição de crescimento do bebê, abortos de repetição, primeira menstruação muito cedo ou muito tarde e menopausa antes dos 40 anos. Quem tem agravantes pode subir de faixa mesmo com a calculadora dando um número baixo.Fatores agravantes do risco cardiovascularAs condições que a calculadora não usa, e onde cada uma apareceHistória familiarNA CONVERSAPai, mãe ou irmão com infarto ou AVC antes dos 55anos, se homem, ou antes dos 65, se mulher.Peso e metabolismoNO EXAMEObesidade, síndrome metabólica e gordura nofígado.Inflamação crônicaNA HISTÓRIAArtrite reumatoide, psoríase, lúpus, doençainflamatória intestinal e HIV.Transplante de órgãoNA HISTÓRIAQualquer órgão transplantado conta comoagravante.Lipoproteína(a)NO SANGUETipo de colesterol de origem genética. Mede-seuma vez na vida, porque o valor não muda.Proteína C reativaNO SANGUENa versão ultrassensível, sobe em qualquer estadoinflamatório ou infeccioso. Uma infecção recentealtera o resultado, e nesse caso o exame precisaser repetido.Lembrar de fatores agravantes relacionados às mulheres.Pré-eclâmpsiaHipertensão na gestaçãoDiabetes na gestaçãoParto prematuroRestrição de crescimento do bebêAbortos de repetiçãoPrimeira menstruação muito cedo ou muito tardeMenopausa antes dos 40 anosFatores agravantes: Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025.Quem tem agravantes pode subir de faixa mesmo com a calculadora dando um número baixo.Esta figura não substitui a avaliação individual.
Os agravantes, reunidos por onde cada um aparece, com os fatores relacionados às mulheres na faixa de baixo. Nenhum deles entra na calculadora.

Fatores agravantes são condições que a calculadora não pergunta e que aumentam o risco. Quando existem, a pessoa sobe de faixa mesmo com a conta dando um número baixo. A diretriz brasileira lista:

  • História familiar de doença cardiovascular precoce: pai, mãe ou irmão com evento antes dos 55 anos, se homem, ou antes dos 65, se mulher
  • Obesidade, síndrome metabólica e gordura no fígado
  • Doenças inflamatórias crônicas: artrite reumatoide, psoríase, lúpus, doença inflamatória intestinal e HIV
  • Transplante de órgão
  • Lipoproteína(a) elevada, um tipo de colesterol de origem genética que se mede uma vez na vida
  • Proteína C reativa ultrassensível elevada

Um grupo quase nunca entra nessa conversa: os fatores específicos das mulheres. Pré-eclâmpsia, hipertensão ou diabetes na gestação, parto prematuro, restrição de crescimento do bebê, abortos de repetição, primeira menstruação muito cedo ou muito tarde, menopausa antes dos 40 anos. São eventos de décadas atrás que continuam contando hoje.

Quanto esses fatores pesam?#

A diretriz cruza duas coisas. Uma é o número de fatores agravantes. A outra é a intensidade de cada um. Quanto mais fatores e mais intensos, mais o risco real se afasta para cima do número calculado.

A conta dá o ponto de partida. Os agravantes dizem o quanto desconfiar dele. Esse julgamento é a parte da avaliação que nenhuma calculadora faz sozinha.

Exames de imagem mudam a faixa?#

Mudam, porque deixam de estimar e passam a mostrar.

Placa na carótida, mesmo com estreitamento abaixo de 50%, classifica a pessoa como risco alto. O escore de cálcio das coronárias acima de 100 faz o mesmo. Acima de 300, a classificação passa a muito alto. Escrevi sobre o primeiro no texto de placa na carótida.

Por isso uma pessoa sai de uma consulta com meta de LDL abaixo de 100 e, depois de um exame, passa a ter meta abaixo de 70. O que mudou foi o que sabemos sobre ela.

Quanto do risco está na sua mão

Dá para descer de faixa?#

Em parte. Idade não volta, e quem já teve um evento carrega esse fato adiante.

Pressão, colesterol, cigarro, peso, glicemia e sedentarismo são modificáveis, e vários deles entram na conta. Parar de fumar muda o resultado da calculadora. Nas faixas mais altas, o objetivo passa a ser controlar o que está dentro delas, o que reduz a chance de um novo evento.

Quanto do risco dá para mudar?#

A maior parte. Cinco fatores respondem por cerca de metade dos casos novos de doença cardiovascular em dez anos: pressão alta, colesterol, diabetes, cigarro e peso.

Esse cálculo saiu de um estudo de acompanhamento com 1,5 milhão de pessoas, em 34 países. São os mesmos cinco que aparecem na conta do seu risco.

Isso vale quantos anos?#

Um estudo publicado em 2025 respondeu essa pergunta com número. Ele reuniu 2 milhões de pessoas em 39 países. Comparou quem chega aos 50 anos sem nenhum dos cinco fatores com quem chega com os cinco.

A diferença foi de cerca de 13 anos a mais livres de doença cardiovascular para as mulheres, e 11 para os homens. Em anos de vida, 14 e 12.

Gosto de mostrar esse número na consulta. Ele traduz risco em tempo, que é a moeda que todo mundo entende.

E se eu já passei dos 50?#

O mesmo estudo respondeu essa também. Entre 55 e 60 anos, controlar a pressão foi a mudança que rendeu mais anos livres de doença cardiovascular. Parar de fumar foi a que rendeu mais anos de vida.

Escuto muito que já é tarde para mudar. Esses dois resultados mostram o contrário, e com número em cima.

Como ler os números

Quando se diz que um remédio reduz o risco em 30%, reduz o quê?#

A mesma redução em duas pessoas diferentesDuas grades de cem bolinhas, cada uma representando cem pessoas. Na primeira, o risco parte de 30% em 10 anos e cai para 20%: vinte bolinhas continuam marcadas como evento e dez passam a verde, que são as pessoas poupadas pelo tratamento. Na segunda, o risco parte de 3% e cai para 2%: duas bolinhas continuam marcadas e uma passa a verde. A redução é de um terço nos dois casos. Em pessoas, dez são poupadas na primeira grade e uma na segunda, um benefício dez vezes maior em quem parte de um risco alto.A mesma redução em duas pessoas diferentesUma queda de um terço no risco, em quem parte de 30% e em quem parte de 3%Quem parte de risco altoRisco de 30% em 10 anos, que cai para 20%10deixam de ter um evento20têm o evento mesmo assim70não teriam de qualquer jeitoQuem parte de risco baixoRisco de 3% em 10 anos, que cai para 2%1deixa de ter um evento2têm o evento mesmo assim97não teriam de qualquer jeitoNos dois casos a redução é de um terço.Em pessoas, são 10 poupadas de um lado e 1 do outro. O mesmo remédio, dez vezes mais benefício.Diante de qualquer número de redução, a pergunta é sempre: reduz de quanto para quanto?Exemplo numérico para mostrar a diferença entre as duas formas de dizer o mesmo dado.Não representa um tratamento específico nem o efeito esperado de um medicamento.
A mesma redução de um terço em duas pessoas. A porcentagem é idêntica, o número de pessoas poupadas é dez vezes maior em quem parte de um risco alto.

Essa confusão aparece o tempo todo. Um mesmo tratamento pode ser descrito de dois jeitos verdadeiros que soam muito diferentes.

Imagine duas pessoas. A primeira tem risco de 30% em 10 anos. Reduzir esse risco em um terço leva de 30 para 20: de cada 100 pessoas como ela, 10 deixam de ter um evento. A segunda tem risco de 3%. A mesma redução de um terço leva de 3 para 2: de cada 100, 1 deixa de ter um evento.

A porcentagem de redução é idêntica nas duas. O benefício em pessoas é dez vezes maior na primeira. Diante de qualquer número de redução, a pergunta é sempre a mesma: reduz de quanto para quanto?

Por que eu prefiro falar em pessoas?#

O que 15% em 10 anos quer dizerCem bolinhas representando cem pessoas com o mesmo perfil. Quinze estão marcadas: são as que terão um infarto ou um AVC nos próximos dez anos. As outras oitenta e cinco não terão. Quinze em cem é o mesmo que um risco de 15% em dez anos, o que a diretriz brasileira classifica como risco intermediário. Não é possível saber de antemão quais serão as quinze.O que 15% em 10 anos quer dizerCem pessoas com o mesmo perfil que vocêImagine 100 pessoas com o mesmo perfil que você15terão um infarto ou um AVCnos próximos 10 anos85não terão nenhum dos doisno mesmo períodoE não dá para saber quais.É por isso que o tratamentovale para todas as 100.15 em 100 e 15% em 10 anos são o mesmo dado.A primeira forma é entendida corretamente com muito mais frequência do que a segunda.Exemplo para mostrar o que o número quer dizer. Não é o seu risco: o seu depende da sua idade,da sua pressão, do seu colesterol e do resto da sua história.Um risco de 15% em 10 anos é classificado como intermediário pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias, 2025.
Cem pessoas com o mesmo perfil. Quinze em cem e 15% em 10 anos são o mesmo dado, dito de duas formas.

Falar em pessoas funciona melhor, e isso está estudado. Trabalhos sobre comunicação de risco mostram que porcentagens levam ao erro de interpretação até entre profissionais de saúde. O mesmo dado dito em número de pessoas é entendido corretamente com muito mais frequência.

Na consulta eu troco. Em lugar de 20% em 10 anos, digo: de cada 100 pessoas na sua situação, cerca de 20 terão um evento nos próximos 10 anos e 80 não terão.

Quando dá, eu desenho. Cem bolinhas, com as marcadas de um lado. A imagem responde de uma vez quantos terão e quantos não terão.

O que o risco não diz

Risco baixo quer dizer que eu não vou infartar?#

Não. A conta descreve o que acontece com um grupo de pessoas parecidas com você, e dentro de qualquer grupo aparecem os dois desfechos.

Um número alto também tem limite de leitura. Ele diz que, entre pessoas na sua situação, esse desfecho é frequente o bastante para valer a pena agir agora.

Por que o meu número é diferente do de outra pessoa com o mesmo colesterol?#

Colesterol é um dos itens da conta. Na estimativa de 10 anos, idade e pressão costumam pesar mais do que ele.

É comum alguém com colesterol alto ter risco calculado baixo, e alguém com colesterol normal ter risco alto. Isso acontece quando se olha o conjunto em vez de um exame de cada vez.

O número muda com o tempo?#

Muda. O fator que mais o empurra para cima é a idade, o único que ninguém controla.

Refazer a conta de tempos em tempos faz parte do acompanhamento. É normal que ela suba mesmo em quem está cuidando bem de tudo. A comparação útil é com o número que você teria sem nada sendo feito.

O que costumo dizer sobre isso

A palavra risco faz parte da medicina, e em cardiologia ela aparece o tempo todo. Muita gente ouve risco e entende ameaça. Calcular risco só faz sentido porque ainda há tempo de agir. Prefiro tratar risco como meta: controlar pressão, colesterol, glicemia e cigarro para evitar o infarto e o AVC.

Risco baixo é um retrato de hoje, feito com os seus dados de hoje. Ele não garante ausência de doença ao longo do tempo. A idade sobe todo ano, e os seus números podem subir junto. A meta passa a ser manter esse risco baixo pelos próximos anos.

Não uso medo como método para estimular mudanças. Medo gera algumas semanas de tratamento. Entender o diagnóstico e o planejamento gera disciplina, e disciplina sustenta anos de cuidado.

Dor ou aperto no peito agora, falta de ar intensa, desmaio, fraqueza de um lado do corpo, boca torta ou dificuldade para falar pedem atendimento imediato. Procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192. Vale mesmo que o sintoma já tenha passado.

Referências

  1. Gigerenzer G, Edwards A. Simple tools for understanding risks: from innumeracy to insight. BMJ. 2003;327(7417):741-744. doi:10.1136/bmj.327.7417.741
  2. Global Cardiovascular Risk Consortium; Magnussen C, Ojeda FM, Leong DP, Alegre-Diaz J, et al. Global Effect of Modifiable Risk Factors on Cardiovascular Disease and Mortality. N Engl J Med. 2023;389(14):1273-1285. doi:10.1056/NEJMoa2206916
  3. Global Cardiovascular Risk Consortium; Magnussen C, Alegre-Diaz J, Al-Nasser LA, Amouyel P, et al. Global Effect of Cardiovascular Risk Factors on Lifetime Estimates. N Engl J Med. 2025;393(2):125-138. doi:10.1056/NEJMoa2415879
  4. Kannel WB, Dawber TR, Kagan A, Revotskie N, Stokes J. Factors of risk in the development of coronary heart disease: six year follow-up experience. The Framingham Study. Ann Intern Med. 1961;55:33-50. doi:10.7326/0003-4819-55-1-33
  5. Khan SS, Matsushita K, Sang Y, Ballew SH, Grams ME, et al. Development and Validation of the American Heart Association's PREVENT Equations. Circulation. 2024;149(6):430-449. doi:10.1161/CIRCULATIONAHA.123.067626
  6. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, Zimerman A, Cesena FHY, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640. doi:10.36660/abc.20250640
  7. Spiegelhalter D, Pearson M, Short I. Visualizing uncertainty about the future. Science. 2011;333(6048):1393-1400. doi:10.1126/science.1191181

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso precisa de avaliação individual.

Matheus Marques Franca

Médico · CRM-DF 17096
Especialista em Cardiologia, RQE 13949
Especialista em Clínica Médica, RQE 13950

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